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Entrada de ar no gasômetro pode ter causado explosão na Usiminas

Barulho da explosão foi ouvido em parte da cidade, segundo moradores. Foto: Reprodução/ WhatsApp.

Acidente aconteceu no dia 10 de agosto na usina de Ipatinga (MG), deixando 34 feridos.

Uma entrada indevida de ar no gasômetro da Usiminas em Ipatinga (MG) é a provável causa da explosão ocorrida no dia 10 de agosto, provocando incêndio e deixando 34 feridos. De acordo com informações divulgadas pela Usiminas na sexta-feira (17) a análise preliminar foi realizada pela equipe técnica da empresa, com o apoio e revisão da empresa Det Norske Veritas (DNV), especialista em análise e investigação de riscos.

Segundo o relatório, a explosão foi provocada pela entrada indevida de ar atmosférico no equipamento, o que ocorreu em função de uma falha no controle automático das válvulas que direcionam o gás de aciaria (LDG) para o gasômetro.

“As válvulas permaneceram abertas em direção ao equipamento, permitindo a entrada do ar que se misturou ao LDG. Combinados, os gases podem ter entrado em contato com uma centelha produzida pelos precipitadores eletrostáticos – equipamentos que fazem a limpeza do gás -, gerando a explosão. Essa hipótese será aprofundada na continuidade da investigação”, informou a siderúrgica, por meio de nota.

Todos as áreas já foram retomadas após o acidente e a operação está voltando, gradativamente, aos volumes normais. Para garantir a segurança, a empresa bloqueou todo o sistema envolvido na ocorrência. Até que toda a investigação seja concluída e se possa garantir o retorno ao processo regular, o LDG produzido está sendo direcionado para as torres de queima.

“Essa opção não impede a operação da Usina, apenas impossibilita o aproveitamento do LDG como fonte energética. Em substituição, a unidade está usando gás natural”, destacou.

As análises por parte da Usiminas e da DNV continuam, sem prazo estipulado para serem concluídas.

Qualidade do ar

Por se tratar de lançamento de gás, o temor de muitos moradores de Ipatinga é que a explosão tivesse afetado a qualidade do ar da cidade. Porém, conforme a empresa, os monitoramentos realizados mostram que a qualidade do ar está dentro dos parâmetros regulares históricos, sem anormalidades.