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Abertura do congresso do alumínio debate cenário atual do setor

Abertura do 8º Congresso Internacional do Alumínio ocorreu na segunda-feira (3). Foto: Abal/ Divulgação.

Evento vai até o dia 5 de setembro, com palestras e workshops sobre a indústria do alumínio.

A abertura do 8º Congresso Internacional do Alumínio foi marcada por discussões sobre o cenário atual do alumínio no Brasil, na segunda-feira (3). O evento vai até o dia 5 de setembro e conta, também, com a Exposição Internacional do Alumínio, em São Paulo (SP).

De acordo com o presidente-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego, atualmente o país precisa produzir mais, gerar excedente, investir, exportar e criar postos de trabalho, e que a indústria do alumínio é primordial nesse processo.

“Isso é impossível sem uma indústria dinâmica, que é responsável hoje por 13% dos empregos no nosso país, justamente aqueles mais bem remunerados. Hoje, apenas as empresas do setor de alumínio empregam diretamente cerca de 120 mil pessoas no país”, ressaltou.

Já a consultora da Metal Bulletin, Kristine Veitch, o output de alumínio da China e as sanções econômicas deixaram o mercado atual rodeado de incertezas. Porém, segundo ela, nos últimos anos, a demanda por alumínio foi forte e ultrapassou os outros metais, como o aço e o cobre. “O alumínio encontrou aplicação em diferentes setores, com o de transportes, e conseguiu roubar o espaço dos outros metais”, afirmou.

Política econômica

O ministro de Minas e Energia Moreira Franco destacou que as empresas do setor deveriam liderar um movimento de discussão sobre a tarifa de energia elétrica, que tem forte impacto na produção industrial, incluindo na de alumínio. “O momento é esse. Precisamos discutir os impostos que incidem sobre a composição do preço da energia”, disse.

Outro ponto levantado foi sobre os empresários se reunirem para cobrar do governo medidas em prol do desenvolvimento econômico do país. Conforme o fundador e diretor da Quantium4 Soluções de Inovação, Octavio de Barros, o próximo presidente eleito irá enfrentar desafios importantes, como as reformas da previdência e fiscal.

“Uma das coisas mais perigosas que existem no Brasil atualmente é o senso comum de que todos os nossos problemas, como ineficiência, desequilíbrio da previdência e déficit fiscal, decorrem da corrupção. Isso é uma ilusão que serve para evitar que difíceis escolhas sejam realizadas. Corrupção não explica nossos problemas estruturais”, afirmou.