Estado também é primeiro lugar no ranking de geração de energia solar centralizada e anuncia ainda mais projetos nesta modalidade.

Minas Gerais se tornou, em setembro deste ano, o principal polo de geração de energia solar do país. Isso porque, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o estado alcançou a liderança nacional na produção de energia fotovoltaica na modalidade geração centralizada, que leva em consideração os grandes complexos geradores solares.

Os mineiros já lideravam há alguns anos a geração distribuída – que são as pequenas unidades geradoras de energia instaladas em casas, empresas e condomínios, de até 5 MW. Segundo o governo estadual, a liderança de Minas deve ser ampliada significativamente, já que grandes projetos continuam sendo anunciados todos os meses, colocando Minas Gerais no caminho para se tornar um dos polos mundiais de produção de energia limpa.

Segundo levantamento mensal da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Minas Gerais possui um potencial de geração centralizada de cerca de 28 GW, considerando as usinas em operação, em construção e já outorgadas, cerca de 40% do país. Esse volume é maior do que os quatro outros estados brasileiros com maior potencial (Bahia, Piauí, Rio Grande do Norte e Ceará), somados.

“Este governo está se esforçando para criar o máximo de oportunidades para atrair investimentos de todos os portes neste setor, consolidar a cadeia em torno da energia limpa, gerando renda e desenvolvimento com sustentabilidade para nosso estado”, afirma o presidente da Invest Minas, João Paulo Braga.

Parceria de R$ 3 bilhões

Os investimentos para a construção de novas usinas solares estão em alta. O mais recente foi anunciado pelas empresas Sul Americana de Metais (SAM) e a CGN Brasil Energia. A mineradora e a especialista em geração de energia assinaram uma parceria para a construção de um parque fotovoltaico na região Norte de Minas, com investimento de cerca de R$ 3 bilhões.

O complexo terá a capacidade de geração de 800 MW e será inicialmente dedicado a abastecer um dos projetos da SAM, o Bloco 8. A previsão da empresa é que, em cinco anos, essa planta será mantida 100% com energia renovável. O projeto deve ser iniciado em 2024, com expectativa de geração de 2,5 mil empregos diretos no pico da obra.

“Ficamos muito contentes com a assinatura do documento com o Governo de Minas e a CGN Brasil. Nossos investimentos em energias renováveis reforçam o compromisso da SAM com a sustentabilidade. Além disso, fazem parte de um plano mais amplo para contribuir com a atração de investimentos e a diversificação de negócios na região Norte de Minas. O projeto Bloco 8 vem se firmando como uma plataforma de desenvolvimento regional”, celebra o CEO da SAM, Jin Yongshi.

“A CGN é a sexta maior produtora de energia renovável do Brasil. Além disso, projetos renováveis de grande porte são parte fundamental do negócio da CGN Brasil e estão em linha com o plano estratégico de crescimento da empresa. Uma vez iniciado o projeto, será construída uma ou mais plantas de energia renovável para atender a demanda do Projeto Bloco 8. Além disso, assinamos um protocolo para que as plantas sejam localizadas no Norte de Minas Gerais, para atender a região como um todo”, afirma Silvia Helena Carvalho Vieira da Rocha, Chief Compliance Officer da CGN Brasil.

Desenvolvimento regional

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fernando Passalio, o novo projeto vai gerar ainda mais oportunidades para o Norte de Minas, uma das regiões mais carentes de grandes investimentos em Minas. “Selamos uma importante união de esforços entre governo, SAM e CGN, que logra não somente um valioso investimento para a região, mas também uma perspectiva de melhoria da economia local, com geração de emprego e renda para a população. Além disso, é uma enorme conquista atrair empresas com responsabilidade social e ambiental, que compactuam com as diretrizes assumidas pelo Governo de Minas na Campanha Global Race to Zero, focada em descarbonização”, disse.

Ainda segundo o Governo de Minas, esse não foi o único projeto fotovoltaico de grande porte anunciado neste ano. A gigante multinacional Shell Energy assinou no mês de maio de 2022 um protocolo de intenções em que prevê o investimento de R$ 7 bilhões na construção de usinas solares nas cidades de Corinto, na região Central, Arinos e Brasilândia de Minas, no Noroeste, e Janaúba e Várzea da Palma, no Norte do Estado – regiões com IDH abaixo da média nacional. Os complexos, somados, terão capacidade de geração de 2,4 GW, o que seria suficiente para dobrar a atual capacidade do estado, somando as gerações centralizada e distribuída.

 

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