Resultados da companhia foram afetados devidos ao enfraquecimento da demanda, em relação ao ano passado, e da reforma do Alto-Forno 3.

A Usiminas divulgou nesta sexta-feira (28/07) os resultados do segundo trimestre de 2023 (2T23). No período, o lucro líquido da companhia foi de R$ 287 milhões, contra R$ 1,060 bilhão no mesmo período do ano passado (2T22), queda de 73% em função do enfraquecimento da demanda e da reforma do Alto-Forno 3, que elevou o custo de produção, segundo a empresa.

Em relação ao trimestre anterior (1T23), a queda no lucro foi de 47%, quando o resultado alcançou R$ 544 milhões.

De abril a junho, a empresa registou Ebitda Ajustado de R$ 366 milhões, enquanto no 2T22 foi de R$ 1,93 bilhão e no 1T23 ficou em R$ 783 milhões. Já a Margem Ebitda Ajustado ficou em 5%, ante os 11% dos primeiros três meses do ano.

A receita líquida no 2T23 alcançou R$ 6,9 bilhões, 5,1% inferior ao 1T23 (R$7,3 bilhões) e 19% inferior ao 2T22 (R$ 8,5 bilhões) com redução principalmente na Unidade de Siderurgia.

O volume de vendas totais somou 972 mil toneladas de aço no 2T23, contra 1,08 milhão no 2T22, mas em linha com a estimativa fornecida pela Usiminas para o período.

“A queda das margens reflete a condição produtiva atual da Usiminas, que está realizando uma grande reforma no seu maior equipamento, o Alto-Forno 3, após 23 anos de operação. Neste momento, estamos trabalhando no desenvolvimento do plano estratégico da Usiminas, com foco na melhoria da performance operacional, e esperamos ver os resultados no próximo ano. Nosso foco é excelência industrial, serviço ao cliente e eficiência operacional”, comentou o CEO da Usiminas, Marcelo Chara.

No segundo trimestre, o investimento totalizou R$ 879 milhões, 51,4% superior ao primeiro trimestre (R$ 580 milhões), sendo 92% na Unidade de Siderurgia, 7% na Unidade de Mineração e 0,9% na Unidade de Transformação.

A Usiminas fechou o trimestre com uma dívida líquida baixa, R$ 965 milhões, e uma alavancagem Dívida Líquida sobre Ebtida Ajustado de 0,38x.

“Estamos vivendo um ano desafiador, em função das grandes obras na Usina de Ipatinga e da instabilidade do mercado. Mas temos confiança nas iniciativas que estamos tomando e na competência dos colaboradores e colaboradoras da Usiminas para recuperar os resultados do futuro”, afirma o CEO.

Unidade de Mineração

No 2T23, o volume de produção alcançou 2,3 milhões de toneladas, o que representa uma elevação de 26,8% em comparação ao 1T23 (1,8 milhão de toneladas), demonstrando recuperação após os efeitos das fortes chuvas e manutenções preventivas ocorridas no primeiro trimestre do ano.

O volume de vendas atingiu 2,4 milhões de toneladas no 2T23, superior em 27,3% ao 1T23 (1,9 milhão de toneladas), acompanhando a elevação no volume de produção.

A receita líquida totalizou R$ 905 milhões no 2T23, superior em 15,5% em relação ao 1T23 (R$ 784 milhões). Segundo a empresa, tal elevação ocorreu como consequência da combinação de um maior volume de vendas e uma maior proporção de vendas com frete marítimo, sendo parcialmente compensados por menores preços do minério de ferro e pela significativa apreciação do Real frente ao Dólar, que, na média, variou 4,8% entre os trimestres.

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