A previsão é de que a produção de amostras de carbonato de elementos de terras raras comece no primeiro trimestre de 2024.

Com projeções promissoras, a Aclara Resources apresentou resultados de uma Avaliação Econômica Preliminar (PEA) para o projeto de terras raras de argila iônica, o Módulo Carina, localizado em Nova Roma, na região nordeste de Goiás.

Segundo a avaliação, o Valor Presente Líquido (VPL) após impostos será de aproximadamente US$ 1,2 bilhão, usando uma taxa de desconto de 8%.

De acordo com as projeções da Aclara, a receita líquida média anual será de US$ 474 milhões e os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) de US$ 340 milhões, acompanhados por um baixo custo médio de produção, de US$ 13,1 por tonelada.

Já a  taxa interna de retorno (TIR) ao longo dos 17 anos de atividades da mina é de 29%, com custos iniciais de capital de US$ 576 milhões e um retorno previsto de 3,6 anos.

Para o primeiro trimestre de 2024, a empresa pretende produzir amostras de carbonato REE  (Rare Earth Elements – Elementos de Terras Raras, produto que será gerado na planta de produção – Carbonato Misto de Elementos de Terras Raras) processando argilas iônicas em sua planta piloto localizada no Chile.

Simultaneamente, serão iniciados estudos ambientais de base, radiográficos, arqueológicos, espeleológicos e hidrogeológicos para recolher dados essenciais.

Já no segundo trimestre de 2024, o planejamento é dar início a um estudo de pré-viabilidade, lançando as bases para uma avaliação abrangente do projeto. Além disso, a empresa pretende concluir uma campanha de perfuração de circulação reversa de 9.090 metros durante o mesmo período.

Crédito: Aclara Resources/Divulgação

A previsão é de que o Módulo Carina contribua significativamente para o mercado de terras raras, com uma produção média anual de 208 toneladas de disprósio e térbio (DyTb) e 1.190 toneladas de neodímio e praseodímio (NdPr).

A concentração de carbonato misto de REEs é de 91,9%, com um teor muito elevado de DyTb (4,7%) e NdPr (26,4%), o que facilita a separação e as recuperações posteriores.

Em comunicado, o CEO da Aclara, Ramón Barúa, falou sobre as perspectivas e a importância do projeto.

“Com o comissionamento estimado para 2029, estamos confiantes de que o projeto desempenhará um papel fundamental para atender à crescente demanda por terras raras de alta qualidade, solidificando ainda mais nossa posição como um fornecedor-chave desses elementos críticos”, afirmou.

Sustentabilidade

A Aclara divulgou também o foco em práticas ecológicas, com um processo que evita explosivos e moagem, reaproveita aproximadamente 95% da água utilizada e usa um fertilizante comum como reagente principal.

A pegada de CO2 é mínima, apoiada pelo baixo consumo de energia e uma alta porcentagem de energia renovável dentro da rede elétrica do Estado de Goiás.

A planta-piloto, atualmente em operação, reduz os riscos de recuperação metalúrgica. O Estado de Goiás aprovou totalmente outro produtor de REE de argila iônica, estabelecendo um precedente positivo para a concessão de licenças.

Entretanto, está em curso uma campanha de perfuração para aumentar os recursos minerais, tendo sido identificadas otimizações metalúrgicas.

CEO da Aclara, Ramón Barúa | Crédito: Divulgação/Aclara Resources

O CEO da Aclara ressaltou o compromisso da empresa em causar um impacto duradouro no mercado de terras raras, e o foco estratégico em sustentabilidade e produção responsável alinhado com o sucesso do projeto PEA.

“Reconhecemos a importância de minimizar o impacto ambiental. O desenho do projeto enfatiza práticas amigas do ambiente, evitando explosivos e moagem, maximizando a reutilização de água e empregando um fertilizante (sulfato de amônia, amplamente utilizado na agricultura como repositor de nitrogênio e enxofre para o solo) comum como reagente principal”, disse Ramón Barúa.

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