A Aura Minerals Inc. divulgou os resultados preliminares de produção do quarto trimestre de 2025 (4T25) e do acumulado do ano, registrando recorde histórico trimestral e o alcance do guidance anual. A produção consolidada no 4T25 alcançou 82.067 onças equivalentes de ouro (GEO), o maior volume já registrado pela companhia.

O resultado representa um crescimento de 11% em relação ao 3T25 e de 23% na comparação com o 4T24, a preços correntes. A preços constantes, a produção trimestral avançou 12% frente ao trimestre anterior e 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

No acumulado de 2025, a Aura produziu 280.414 GEO a preços correntes, um aumento de 5% em relação a 2024. A preços constantes, o crescimento anual foi de 9%. Considerando os preços de referência do guidance de produção de 2025, o volume anual totalizou 285.380 GEO, desconsiderando a produção da Mineração Serra Grande (MSG), encerrando o ano no intervalo superior do guidance, estimado entre 266 mil e 300 mil GEO.

Segundo o CEO e presidente da Aura, Rodrigo Barbosa, os resultados refletem a execução consistente da estratégia de crescimento da companhia. “Temos grande satisfação em encerrar 2025 com resultados expressivos. O desempenho excepcional não apenas supera o ponto médio do nosso guidance de produção para 2025, como também reforça nossa sólida trajetória de crescimento, mesmo antes da plena materialização do ramp-up bem-sucedido de Borborema ou da contribuição adicional de produção decorrente da recente aquisição da MSG.”

“Permanecemos comprometidos com três vetores claros de geração de valor para nossos acionistas: o desenvolvimento de projetos greenfield para aumento de produção, investimentos em exploração para extensão da vida útil das minas e crescimento estratégico por meio de M&A. Em 2025, atingimos marcos relevantes em todas essas frentes, incluindo aumento de produção, extensão da vida das operações e duas aquisições transformacionais: Era Dorada e MSG. Essas conquistas nos posicionam de forma sólida para a continuidade do crescimento e da criação de valor, bem como para alcançar uma produção superior a 600 mil GEO nos próximos anos”, afirmou o executivo.

Desempenho operacional por ativo

  • Aranzazu (México)

A produção no 4T25 foi de 18.878 GEO, queda de 12% frente ao 3T25 e de 19% na comparação anual, impactada principalmente pelo aumento dos preços do ouro e da prata, que afeta negativamente a conversão para GEO. A preços constantes, a produção foi 7% inferior tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao 4T24, refletindo teores ligeiramente mais baixos, conforme o sequenciamento de lavra.

Em 2025, Aranzazu produziu 83.149 GEO a preços correntes, queda de 15%, enquanto a preços constantes totalizou 78.771 GEO, em linha com 2024. Considerando os preços de referência do guidance, a produção anual foi de 92.876 GEO, em conformidade com o guidance da companhia.

  • Minosa (Honduras)

A produção do 4T25 somou 17.818 GEO, recuo de 2% frente ao 3T25 e de 8% ante o 4T24, impactada pelo período chuvoso e por obras de expansão da área de empilhamento.
No ano, Minosa produziu 71.649 GEO, queda de 9%, resultado de menor alimentação da planta e restrições operacionais climáticas, encerrando 2025 no limite superior do guidance.

  • Almas (Brasil)

A produção trimestral atingiu 15.872 GEO, alta de 5% frente ao 3T25, impulsionada pelo maior volume processado e pelos ganhos decorrentes da expansão da planta. Na comparação anual, houve queda de 5%, em função da redução dos teores.

Em 2025, Almas produziu 56.979 GEO, crescimento de 5% na comparação anual, encerrando o exercício próxima ao limite superior do guidance, apesar dos teores mais baixos.

  • Apoena (Brasil)

No 4T25, Apoena produziu 8.961 GEO, queda de 3% em relação ao 3T25, refletindo menor alimentação e recuperação, conforme o planejamento operacional. Em relação ao 4T24, a produção cresceu 26%, impulsionada por maiores taxas de recuperação e teores mais elevados.

No acumulado do ano, a produção foi de 35.304 GEO, recuo de 5%, mas acima do esperado. Com isso, a mina superou o limite superior do guidance, estimado em 32 mil GEO.

  • Borborema (Brasil)

A produção do 4T25 alcançou 15.777 GEO, alta expressiva de 54% frente ao trimestre anterior, refletindo a evolução do ramp-up, maior taxa de processamento, priorização de minério de maior teor e ganhos de recuperação.

Ao longo do ano, Borborema ficou abaixo do guidance devido às recuperações iniciais mais baixas na fase de pré-produção. No entanto, o desempenho melhorou de forma consistente, com a recuperação atingindo 91,7% no fim do 4T25, ante 76,5% no início do ramp-up, e teor médio anual de 1,42 g/t.

  • MSG – Mineração Serra Grande

Com a conclusão da aquisição em 2 de dezembro de 2025, a Aura consolidou apenas o resultado de dezembro, com produção de 4.761 GEO no período.

 

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