Morreu neste domingo (18), o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Raul Jungmann. O político e ex-ministro tratava de um câncer no pâncreas e estava internado no hospital DF Star, em Brasília (DF).

Em um comunicado, o Ibram lamentou o falecimento e informou que o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.

Jungmann estava à frente do Ibram desde 1º março de 2022, quando foi selecionado por integrantes do Conselho Diretor do Ibram e com participação do seu Comitê de Governança, formados por executivos de mineradoras associadas.

Sua trajetória no instituto foi marcada pela defesa incessante do setor, buscando sempre o avanço nas pautas sustentáveis, na segurança e na inovação. Sua experiência política trouxe diálogos importantes entre o setor, o Governo Federal e o Congresso Nacional, em busca do aprimoramento de leis e da valorização do setor no cenário nacional e internacional.

Mesmo durante o tratamento de saúde, manteve-se ativo nos debates sobre a exploração dos minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética e para a disputa geopolítica global, especialmente entre Estados Unidos e China.

Raul Jungmann tinha 73 anos e ocupou posições centrais na política brasileira ao longo de mais de três décadas. Ele comandou os ministérios da Defesa e da Segurança Pública durante o governo de Michel Temer — sendo o primeiro titular da pasta da Segurança no país — e chefiou o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Eleito deputado federal por três mandatos (2002, 2006 e 2014), Jungmann destacou-se no Congresso Nacional como líder da Frente Parlamentar por um Brasil sem Armas e defensor do Estatuto do Desarmamento.

 

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