A BHP anunciou que a mina de Escondida Norte, no Chile, tornou-se totalmente autônoma, marcando um avanço significativo na transformação digital da companhia. A área integra a operação de Escondida, maior produtora mundial de concentrados e cátodos de cobre, metal estratégico para a transição energética global.
O projeto contempla a operação de 33 caminhões e 11 perfuratrizes autônomas, que atuam em toda a mina. Atualmente, 30% da produção total de Escondida já é proveniente dessa zona autônoma, com a movimentação diária superior a 350 mil toneladas de material, elevando a eficiência em larga escala.
Para viabilizar a transição tecnológica, a BHP investiu na capacitação de mais de 5 mil trabalhadores, treinados em novas ferramentas e sistemas digitais. Entre os profissionais que atuam diretamente em funções ligadas à autonomia, 64% são mulheres, reforçando o compromisso da companhia com diversidade e inclusão no setor de mineração.
A operação de Escondida compreende as cavas Escondida e Escondida Norte, que abastecem três plantas de concentração e duas operações de lixiviação. O complexo possui uma vida útil remanescente de várias décadas e uma base de recursos superior a 26 bilhões de toneladas, consolidando sua relevância estratégica no portfólio global da BHP.
Segundo a empresa, a adoção de tecnologias autônomas tem como objetivo reduzir riscos operacionais, aumentar a produtividade e criar um ambiente de trabalho mais seguro, além de responder a desafios crescentes do setor, como a queda na qualidade dos minérios e a maior complexidade operacional.
Com a demanda global por cobre em forte expansão — impulsionada pela eletrificação, pelas energias renováveis e pela infraestrutura digital — a BHP reforça seu compromisso em produzir o metal de forma mais segura, eficiente e sustentável, alinhada às exigências da transição energética.








