Um reservatório da Vale localizado na divisa entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto (MG), transbordou na madrugada deste domingo (25), fazendo com que água misturada a sedimentos atingisse áreas operacionais da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A ocorrência foi confirmada pela Prefeitura de Congonhas.
Segundo a CSN Mineração, o extravasamento provocou o alagamento de diversas áreas da unidade Pires, de sua propriedade, incluindo o almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas, área de embarque e outras estruturas e atividades operacionais.
O Corpo de Bombeiros informou que cerca de 263 mil metros cúbicos de água com sedimentos foram liberados durante o episódio.
Em nota, a Vale afirmou que as causas do extravasamento estão sendo investigadas e reforçou que não houve impacto sobre pessoas ou comunidades da região. A empresa destacou ainda que o incidente não tem relação com barragens da mineradora, que seguem operando normalmente, com estabilidade e segurança monitoradas 24 horas por dia.
De acordo com a Prefeitura de Congonhas, o transbordamento ocorreu após chuvas intensas registradas no sábado (24). O reservatório, destinado à contenção de águas pluviais, não teria suportado o grande volume acumulado, segundo a administração municipal.
Equipes da Defesa Civil Municipal e o secretário de Meio Ambiente de Congonhas estiveram no local para acompanhar a situação. A Defesa Civil Estadual também se deslocou até a área afetada para apurar as causas do rompimento e avaliar possíveis impactos ambientais e humanos.
Em comunicado, a CSN ressaltou que todas as suas estruturas de contenção de sedimentos estão operando normalmente e que o incidente teve origem em uma cava pertencente à Vale.









