A Nexa Resources encerrou 2025 com lucro líquido de US$ 223 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 187 milhões registrado em 2024. O desempenho foi sustentado pela melhora do resultado operacional, maior lucro bruto e efeitos positivos da variação cambial.
No 4T25, o lucro líquido somou US$ 81 milhões, abaixo dos US$ 100 milhões do trimestre anterior. O lucro por ação atingiu US$ 1,00 no acumulado do ano e US$ 0,38 no período de outubro a dezembro.
A receita líquida anual alcançou US$ 3,0 bilhões, avanço de 9% na comparação com 2024, impulsionada principalmente pela valorização da prata, ouro, zinco e cobre. No 4T25, a receita foi de US$ 903 milhões, alta de 18% frente ao terceiro trimestre, refletindo maiores preços de chumbo, cobre e prata na LME.
O Ebitda ajustado totalizou US$ 772 milhões em 2025, crescimento de 8% na base anual, beneficiado pela alta do zinco, maior contribuição de subprodutos e câmbio favorável. Entre outubro e dezembro, o indicador chegou a US$ 300 milhões, acima dos US$ 186 milhões do trimestre anterior e dos US$ 197 milhões de igual período de 2024.
Segundo o CEO, Ignacio Rosado, o 4T25 foi o mais forte do ano, com recordes de receita e Ebitda, além de redução da dívida bruta. “No quarto trimestre de 2025, a Nexa apresentou desempenho operacional e financeiro robusto, sustentado por execução consistente em nossas operações e por um compromisso inabalável com segurança, eficiência e disciplina de custos. Este foi o trimestre mais forte do ano, com receita líquida e Ebitda ajustado recordes, refletindo sólido desempenho operacional, combinado com maiores preços realizados de zinco e de nossos principais subprodutos. Esse ambiente favorável de preços, aliado à gestão disciplinada de custos, possibilitou a redução da dívida bruta, reforçando nossa resiliência e flexibilidade financeira”, afirmou.
Produção e operações
A produção de zinco somou 91 mil toneladas no 4T25, recorde dos últimos cinco anos, com alta de 9% frente ao trimestre anterior e de 24% na comparação anual, impulsionada por melhor desempenho em Vazante, Aripuanã, Cerro Lindo e Atacocha. No acumulado do ano, foram 316 mil toneladas, queda de 3%.
A produção de chumbo no trimestre foi de 17,6 mil toneladas, enquanto o cobre somou 8,1 mil toneladas. A produção de prata atingiu 2,9 milhões de onças e a de ouro 11 mil onças, com avanço anual de 16%.
Nas fundições, a produção total de zinco metálico e óxido chegou a 146 mil toneladas no 4T25, com vendas de 142 mil toneladas. Em 2025, a produção foi de 564 mil toneladas, impactada pela menor disponibilidade de concentrados de terceiros.
Investimentos, projetos e portfólio
Os investimentos somaram US$ 352 milhões em 2025, ligeiramente acima do guidance, com foco em projetos de sustentação e no avanço da integração de Cerro Pasco. A empresa também concluiu a venda do projeto Otavi, na Namíbia, por até US$ 10 milhões entre pagamento à vista e contingente, mantendo royalties.
A companhia destacou ainda o desempenho de Aripuanã, que atingiu recorde de produção no trimestre e avança para a capacidade total com a instalação do quarto filtro de rejeitos prevista para o primeiro semestre de 2026.
ESG
No campo socioambiental, a empresa relatou avanços em descarbonização, economia circular, eficiência hídrica e projetos comunitários no Brasil e no Peru. O CDP manteve a classificação B para clima e segurança hídrica.
As agências S&P Global Ratings e Fitch Ratings reafirmaram o grau de investimento BBB-, enquanto a Moody’s manteve o rating Ba2 com perspectiva estável.
O conselho recomendou a distribuição de US$ 17,5 milhões em dividendos, equivalentes a US$ 0,132136 por ação, com pagamento previsto para agosto de 2026.









