Início Editorias Diversidade J. Mendes amplia participação feminina e estabelece meta de 20% até 2027

J. Mendes amplia participação feminina e estabelece meta de 20% até 2027

Grupo investe em recrutamento, capacitação e equidade de oportunidades para fortalecer a presença feminina em um setor historicamente masculino

Ângela Braga, operadora de produção - Foto: Divulgação | J Mendes.

A J. Mendes tem avançado na promoção da diversidade e no fortalecimento da presença feminina na mineração. Com políticas estruturadas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), o grupo vem ampliando ações voltadas à atração, retenção e desenvolvimento de talentos femininos, contribuindo para um ambiente corporativo mais inovador e produtivo.

Atualmente, 245 mulheres integram o quadro de colaboradores do Grupo J. Mendes, o equivalente a 18% da força de trabalho total. Esse percentual vem crescendo nos últimos anos como resultado de iniciativas estratégicas de inclusão, que ampliaram a atuação feminina em diferentes áreas — de funções técnicas e operacionais a cargos de liderança. A meta da companhia é alcançar 20% de participação feminina até 2027, com atenção especial às posições operacionais e de gestão.

Um dos principais vetores dessa transformação é o Programa Mulheres de Ferro, criado há quatro anos e implementado nas unidades de mineração Ferro+, em Congonhas e Ouro Preto (MG), além da JMN, em Desterro de Entre Rios (MG).

A iniciativa integra a estratégia de desenvolvimento humano da companhia e promove capacitações, mentorias, rodas de conversa e fóruns internos, estimulando o protagonismo feminino e consolidando uma cultura organizacional baseada na equidade e no respeito.

Segundo Thereza Balbi, gerente de Relações Institucionais da J. Mendes e líder do grupo afirmativo, o programa simboliza o compromisso da empresa com a transformação cultural do setor. “Acreditamos que equipes diversas geram melhores resultados, ao reunir diferentes perspectivas e experiências. Nosso objetivo é garantir igualdade de oportunidades e um ambiente acolhedor e respeitoso para todos”, afirma.

Shuelen Cristine Santos, supervisora da área de automação – Foto: Divulgação | J Mendes.

Exemplo dessa trajetória é Shuelen Cristine Santos, supervisora da área de automação, que atua há 15 anos na companhia. Ingressou como estagiária e construiu carreira em um ambiente majoritariamente masculino. Para ela, apesar dos desafios, houve espaço para crescimento e reconhecimento. “O número de mulheres aumentou significativamente e a empresa passou a incentivar mais a participação feminina. Hoje, vemos mulheres ocupando posições que antes eram consideradas masculinas”, relata. Seu conselho para quem deseja ingressar no setor mineral é investir em qualificação e manter a autoconfiança.

Angela Braga, operadora de produção e mãe de quatro filhos, viveu uma mudança significativa ao migrar da cozinha industrial para a mineração há cinco anos. Ela destaca o acolhimento recebido e o incentivo à capacitação. “Fiz o curso técnico em mineração e senti apoio para crescer. Hoje, mulheres operam escavadeiras, caminhões e outros equipamentos que antes eram exclusivos dos homens”, conta.

As ações de valorização da força de trabalho feminina incluem programas de recrutamento direcionados, parcerias com instituições de ensino para capacitação técnica e políticas ativas de retenção.

A empresa também reforçou medidas de equidade salarial e oferece benefícios voltados ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal, como auxílio-creche e maior flexibilidade em determinadas funções.

Embora a disponibilidade de mão de obra feminina ainda represente um desafio em áreas técnicas e operacionais, a J. Mendes tem investido continuamente em capacitação, aprendizagem e ações de sensibilização interna.

Em 2025, os programas de qualificação da companhia passaram a abranger de forma mais ampla o público feminino, ampliando o acesso das mulheres à formação técnica.

Outro fator relevante para o avanço da participação feminina é a modernização dos processos produtivos. A automação, o uso de tecnologias remotas e a digitalização das operações reduzem a exigência de força física, ampliando as oportunidades para mulheres na operação de equipamentos e na gestão de processos industriais.

 

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