Com maiores despesas e sofrendo impactos da economia, companhia registra resultado negativo apesar da produção recorde.

A Vale fechou o segundo trimestre de 2017 (2T17) com lucro de R$ 60 milhões (US$ 16 milhões), uma queda de 98,3% em comparação aos R$ 3,585 bilhões (US$ 1.106 bilhão) registrados no mesmo período de 2016, e de 99,2% em comparação ao primeiro trimestre (1T17), quando foram registrados R$ 7,891 bilhões (US$ 2,490 bilhões) de lucro.

No balanço financeiro apresentado nesta quinta, 27, a companhia destacou entre os motivos da redução os ganhos de US$ 504 milhões com a venda de 50% da participação da Vale no Corredor Logístico de Nacala, que impactou positivamente o resultado do 1T17. Além disso, a queda do preço do minério de ferro no período analisado e a valorização do dólar em relação ao real também contribuíram para a diferença dos resultados, apesar dos bons números de produção e exportação divulgados pela companhia na semana anterior.

No segundo trimestre, foram gerados US$ 2,151 bilhões de caixa livre “apesar da forte queda do IODEX Platts e do pagamento da opção de venda da SUMIC na Vale Nova Caledônia, permitindo a distribuição de dividendos e a redução da dívida líquida em US$ 655 milhões no 2T17”, diz a companhia.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de US$ 2,729 bilhões no segundo trimestre de 2017, ficando 36,7% abaixo do 1T17. O EBITDA ajustado de Minerais Ferrosos representou 82% do EBITDA ajustado da Vale.

A mineradora registrou por sua vez US$ 381 milhões a mais de custos e despesas, que totalizaram US$ 4,588 bilhões no 2T17. Conforme a mineradora, consultores da empresa Falconi foram contratados para conduzir um projeto piloto em seu negócio de pelotização, com o objetivo de “consolidar um processo sistêmico e sustentável de gestão de custos”.

Investimentos

A Vale registrou no 2T17 o menor investimento em um trimestre desde o 3T06, com US$ 894 milhões investidos. Ainda segundo a mineradora, devido à redução de investimento em grandes projetos, como o S11D, é possível que o Capex (montante destinado à investimento de bens de capital) seja reduzido ainda mais em 2018. Isso significa que o fluxo de caixa livre da Vale pode continuar a aumentar mesmo em um ambiente de preços mais baixos”, ressaltou o CFO Luciano Siani Pires. “Proporciona espaço para respirarmos enquanto atacamos e revertemos o recente aumento nos custos”, completou.

O CEO da Vale, Fabio Schvartsman, avaliou os primeiros resultados de sua gestão com foco no futuro: “Sinto muita energia na empresa para levar a performance um passo além, construindo sobre os resultados positivos de esforços anteriores. Um forte foco na execução continuará a impulsionar o fluxo de caixa. Enquanto isso, estamos prestes a concluir o diagnóstico estratégico de 60 dias, que nos guiará na implementação de importantes iniciativas estratégicas visando resultados no curto prazo”, diz o CEO.

 

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