Alta nos valores pode ser suficiente para cobrir obrigações da empresa nos próximos cinco anos.

O grupo Votorantim S.A. registrou lucro líquido de R$ 554 milhões no segundo trimestre do ano. Segundo a empresa, o lucro foi consequência de um bom desempenho das empresas investidas, reconhecidas por equivalência patrimonial (Fibria, Citrocuso e Banco Votorantim), e pela reversão de provisão de impostos, definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2017.

A dívida bruta registrada pela companhia no balanço total do semestre foi R$ 25,8 bilhões, um aumento de 6% na comparação com Dezembro de 2016. A dívida líquida cresceu 8% na mesma base de comparação, totalizando R$ 16 bilhões. Entretanto, o grupo afirma que os lucros altos poderão cobrir essa dívida e manter o saldo positivo.

“A companhia encerrou o segundo trimestre com posição de caixa de R$ 10,3 bilhões, que é suficiente para cobrir todas as obrigações da empresa que vencem nos próximos 5 anos. O prazo médio de vencimento das dívidas é de 8 anos”, afirma nota divulgada pela empresa.

A receita líquida da empresa no segundo trimestre de 2017 foi de R$ 6,9 bilhões. De acordo com a Votorantim, a receita, que ficou 2% menor que o registrado no segundo trimestre do ano passado, foi afetada pelo recuo dos preços e menores volumes vendidos nas operações de cimento, principalmente no Brasil, e a apreciação de 8% do real frente ao dólar.

A companhia também afirma que o aumento dos preços dos metais na London Metal Exchange (LME), incluindo 35% de aumento no preço do zinco e 21% no do alumínio, conseguiram compensar parte da queda da receita líquida no trimestre.

Ao longo de todo o primeiro semestre de 2017, os investimentos totalizaram R$ 728 milhões, sendo 46% desse valor destinados a projetos de expansão.

O lucro antes de Juros, Impostos e Amortização, chamado de EBITDA, atingiu a marca de R$ 1,5 bilhão, com margem de 22%, valor 4% acima do registrado no comparativo de 2016. “Essa variação se deve principalmente à reversão da provisão de impostos, ao aumento do preço dos metais e a suspensão temporária das operações de níquel, que apresentou EBITDA ajustado negativo no segundo trimestre de 2016, sendo este, o último período com impacto relevante por conta deste efeito” explica a empresa.

 

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