Centro de Operações da Vale deve gerar ganho anual de US$ 600 mi

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Foto: Agência Vale

Coi contribuirá com a sincronização das diversas etapas de operação no Brasil e no exterior.

Fechada desde 2001, a Mina de Águas Claras, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, sediará o Centro de Operações Integradas (Coi) da mineradora Vale. A companhia anunciou na tarde da quarta-feira, 20, sobre o início das atividades do centro, que contribuirá para sincronizar e otimizar a cadeia de valor do minério de ferro. Com isso, a Vale pretende maximizar suas margens, com potencial de gerar ganho anual de mais de US$ 600 milhões.

O início das atividades do centro acontece poucos dias depois de a Vale ter anunciado durante a Exposibram, em Belo Horizonte, sobre suas novas estratégias de crescimento, que poderão passar por diversificação, fusões, aquisições ou implantação de novos projetos. Uma possibilidade já anunciada pela mineradora é o interesse em disputar o leilão agendado para 27 de setembro, quando investidores disputarão quatro hidrelétricas ofertadas pela União. Atualmente, a Vale já possui investimentos no setor por meio da Aliança, uma joint venture com a mineira Cemig.

Funcionamento do Coi

O Coi, segundo explica o diretor-executivo de Minerais Ferrosos e Carvão, Peter Poppinga, irá “sincronizar ainda mais as diversas etapas da operação no Brasil e no exterior e aproximá-la com a área de vendas, ganhando-se assim em eficiência e realização de preços”. Tarefas como o gerenciamento do fluxo em torno dos 300 navios em diversas posições mundo afora serão facilitadas pela atuação Coi.

Os Coi’s são instalações, geralmente metropolitanas, que combinam as competências de pessoas, processos de operação e tecnologia para oferecer níveis excepcionais de colaboração e excelência. Conforme a companhia, o modelo de atuação do Coi combinará diversas funções da cadeia do minério de ferro, como planejamento, programação e controle. Com a estrutura, a Vale terá uma visão mais integrada desde a mina, passando pelas ferrovias, portos e transporte marítimo até o destino final do minério. Ela espera tornar o processo decisório mais eficaz e focado em otimizar o desempenho dos processos e ativos, assim como os resultados do negócio.

Implantação

Na primeira fase de implantação, uma área da Mina de Águas Claras recebeu o Coi Global. Mais de cem funcionários atuarão tomando decisões em tempo real, responsáveis pelas atividades de programação integrada, precificação e planejamento de vendas, navegação, distribuição e vendas. Entre as atribuições do Coi Global, de acordo com a companhia, estão a definição do mix de produtos para atender as demandas dos clientes, dos planos de estoque e de blendagem nos portos da Ásia (Malásia e China) e a otimização da alocação de navios.

A Vale prevê, ainda para este ano, a segunda fase do projeto, que inclui a definição e planejamento dos Coi’s dos Corredores, sua extensão para os corredores Norte, Sul e Sudeste da Vale. As estruturas atuarão no estabelecimento da programação diária e semanal da mina ao porto; na coordenação das ações entre as equipes de Programação e as Salas de Controle, promovendo ações de melhoria nos desvios de planejamento; e na interação, em tempo real, com as operações locais e com o Coi Global.

Por fim, a Vale deverá criar também um Centro de Excelência (CE) com foco na performance dos ativos e processos mais críticos. O CE concentrará especialistas que gerarão conhecimento para ser compartilhado ao longo da cadeia de valor, estabelecendo metas de produtividade e prioridades nas melhorias a serem implantadas, além de definir padrões, compartilhar boas práticas e suportar as operações na melhoria da produtividade e eficiência.

 

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