Congonhas quer reduzir poeira resultante da mineração

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A princípio a adesão das mineradoras será espontânea, mas até o princípio de 2018 será encaminhado à Câmara Municipal um projeto de lei tornando a participação obrigatória - Foto: Reprodução Web

“Programa Municipal de Combate a Poeira” irá buscar melhores práticas e novas tecnologias para a redução de partículas suspensas no ar.

O munícipio de Congonhas, em Minas Gerais, pretende reduzir a quantidade de poeira resultante das atividades minerárias na cidade. Para isso, a Secretaria de Meio Ambiente iniciou a implantação do “Programa Municipal de Combate a Poeira”. Com isso, o município pretende reduzir os efeitos nocivos da atividade, que afeta visivelmente a área urbana de Congonhas e também a saúde e a qualidade de vida da população.

De acordo com a prefeitura, o primeiro passo será a avaliação das ações de contenção e redução de poeira utilizadas por cada empresa. A partir disso, será elaborado um inventário que subsidiará um plano de ações e metas.

O plano será baseado nas melhores práticas das empresas participantes e irá buscar novas tecnologias para a redução da poeira, de forma a reduzir os custos e aumentar a eficiência no controle das partículas suspensas no ar.

As maiores empresas minero-siderúrgicas do município, localizadas em sua maior parte no chamado “corredor da poeira”, já anunciaram adesão ao programa, entre elas estão a Vale, CSN, Ferrous, Ferro+ Mineração, Gerdau Açominas e LGA Mineração.

Conforme o secretário municipal de meio ambiente, Neylor Aarão, a princípio a adesão ao plano é espontânea. Mas até o princípio de 2018, será encaminhado à Câmara Municipal um projeto de lei que, quando aprovado, tornará a adesão ao plano uma obrigação legal das empresas minero-siderúrgicas.

“Nosso objetivo nada mais é do que reduzir a poeira que afeta nossa cidade e nossa saúde. Não adianta dizer que estão trabalhando dentro dos parâmetros legais. Cada morador sabe o que sofre e o quanto esta situação piora a cada ano. E se for preciso até mesmo encaminharemos uma lei para a câmara municipal, tornando os índices estaduais e federais menos tolerantes a poeira, reduzindo o nível permitido para este tipo de poluição, que não afeta somente o meio ambiente, mas a saúde e o bem-estar em toda cidade”, afirmou o secretário.

 

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