Tema foi amplamente discutido durante a Biofuture Summit 2017, realizada nesta semana, em São Paulo.

Especialistas afirmam que triplicar a participação da bioenergia no consumo global até 2030 é essencial para que os países desenvolvidos consigam atingir as metas estabelecidas no Acordo de Paris. O documento foi assinado por mais de 200 nações na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2015 (COP 21).

De acordo com informações da União dos Produtores de Bioenergia (Udop), o tema foi amplamente discutido durante a Biofuture Summit 2017, realizada nesta semana, em São Paulo. Para o chefe da Divisão de Energias Renováveis do Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty), Renato Domith Godinho, é fundamental que o Poder Público e as empresas entendam a importância do uso da bioenergia, principalmente do biocombustível.

“A bioenergia nos transportes tem que triplicar até 2030; é sim possível fazer isso de forma sustentável. É só alcançaremos esse resultado com políticas públicas apropriadas”, salientou, durante o evento.

Ainda de acordo com a Udop, analistas e executivos afirmam que o Brasil caminha para consolidar sua estratégia para poder cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris.

Biofuturo

O Brasil é um dos signatários da Plataforma para o Biofuturo, que abrange alguns dos países mais relevantes para mercados e inovação em biocombustíveis avançados e biomateriais. A Plataforma para o Biofuturo dá seguimento aos compromissos estabelecidos na Rio+20, nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e no Acordo de Paris.

A iniciativa representa um esforço coletivo entre setor público, privado e acadêmico, para acelerar o desenvolvimento e a implantação de biocombustíveis avançados nos setores mais diversos, como alternativas sustentáveis aos combustíveis fósseis. No Brasil, a proposta é que isso ocorra por meio do programa RenovaBio.

“A comunidade internacional, por meio dos representantes de 20 países na plataforma do Biofuturo tem clamado para que o Brasil saia na frente e efetive o RenovaBio, que dará segurança para que o setor possa voltar a investir e crescer a produção de etanol e biodiesel na matriz energética, fazendo a nossa parte contra o aquecimento global”, destacou o presidente-executivo da Udop, Antonio Cesar Salibe.

São países integrantes da Plataforma Biofuturo: Argentina, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Países Baixos, Paraguai, Filipinas, Suécia, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai.

 

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