Pesquisa do Ibama aponta que 20 dos 113 afluentes do rio ainda estão contaminados, mesmo dois anos após o desastre de Mariana.

Próximo à data em quem o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, completa dois anos (05/11), pesquisas ainda são feitas para mostrar o impacto do desastre. Entre elas está uma do Ibama, que mostra que 20 dos 113 afluentes do Rio Doce ainda têm rejeitos provenientes do rompimento da barragem.

A pesquisa foi apresentada no relatório da nova fase da Operação Águias, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A equipe realiza vistorias na região com o objetivo de acompanhar as ações feitas pela Fundação Renova, entidade financiada pela Samarco, responsável por realizar as recuperações ambientais no local.

A análise avaliou que nos 102 quilômetros mais afetados, e nos 20 afluentes, foi apontada ausência ou deficiência de técnicas para impedir a erosão. Outros 72 afluentes apresentam defeitos na execução de ações de contenção, mas que, de acordo com a pesquisa, podem ser resolvidos. Em quatro pontos, dos 113, o acesso não foi possível.

A Fundação Renova informou que foram registrados avanços entre a terceira e a quarta fases da Operação Águias, do Ibama, como o aumento de organismos aquáticos e de animais silvestres. Segundo a entidade, as constatações indicariam o retorno da vida aos cursos d’água ligados ao Rio Doce.

De acordo com a Renova, ainda neste ano a mesma deve dar início à recuperação florestal das matas próximas aos rios e riachos da região. A conclusão para essa fase está prevista para 2020.

 

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