Mais de 60% da energia utilizada em SP já é renovável

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Foto: Reprodução Pixabay.

Índice é o maior desde o início do levantamento para o Balanço Energético do Estado, em 1980; no país o mesmo indicador é de aproximadamente 41%.

A participação das energias renováveis no Estado de São Paulo atingiu 60,8% em 2016. A marca é a maior registrada desde quando os levantamentos começaram, em 1980. O dado consta no Balanço Energético do Estado de São Paulo, divulgado nesta semana pela Secretaria Estadual de Energia e Mineração.

Até então, a maior marca computada havia sido em 2009, quando as energias renováveis somaram 59,1% da matriz paulista. O menor índice ocorreu em 1981, com apenas 33,4%.

A título de comparação, em todo o país o uso de energias renováveis é de aproximadamente 41%, conforme informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

“Entre os principais fatores que garantiram o aumento do índice de renovabilidade da matriz em relação ao ano anterior estão a retomada das chuvas, que causaram o desligamento das térmicas a gás, a diminuição da atividade econômica em decorrência da crise e a estabilidade do setor sucroalcooleiro”, explica o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

De acordo com informações divulgadas pela pasta, a redução no consumo dos derivados de petróleo e de carvão mineral, principalmente no setor siderúrgico, colaborou com o aumento da participação das fontes limpas de energia.

São consideradas fontes renováveis de energia: os biocombustíveis (etanol, biodiesel), a geração hidráulica, a termoeletricidade a partir da biomassa (cana-de-açúcar e resíduos florestais) e a geração eólica e fotovoltaica.

Série histórica

De acordo com o documento, na última década São Paulo registrou uma redução de destaque no uso de energias mais poluentes. O carvão, por exemplo, diminuiu em 99%, e o óleo combustível apresentou queda de 64%.

No entanto, insumos menos poluentes aumentaram a participação na matriz energética no período analisado. O etanol etílico apresentou crescimento de 29%, o bagaço de cana 27% e a eletricidade 12%. Somente o gás natural teve queda de 11% no período.

O consumo de energia elétrica no Estado apresentou um aumento de 10% na série histórica. O setor residencial aumentou em 15% e o comercial em 39%. Em contrapartida o consumo nas indústrias caiu 2% no período.

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