Mudança tem o objetivo de melhorar a gestão da crise enfrentada pela empresa, após vazamento de rejeitos ocorrido em 17 de fevereiro.

Após as denúncias de vazamento em um dos depósitos de rejeitos da Hydro em Barcarena (PA), a companhia trocou o responsável pela área de Bauxita & Alumina. Agora, o atual presidente e CEO global da companhia, Svein Richard Brandtzæg, nomeou o diretor financeiro corporativo, Eivind Kallevik, como responsável interino pelo setor, substituindo Silvio Porto.

Conforme nota divulgada pela empresa, a medida é “em resposta a desafiadora situação na refinaria de alumina Alunorte, que está atualmente operando com 50% da capacidade”. Silvio Porto ficará responsável pelo projeto de reavaliação e melhorias na estação de tratamento da água da Alunorte.

A redução da produção foi determinada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) no dia 27 de fevereiro, devido ao descumprimento do prazo de 48 horas, dado pelo governo do Estado, para que a empresa reduzisse os níveis das bacias de resíduos em pelo menos um metro.

“A desafiadora situação na Alunorte exige foco e estrutura dedicados, que vão além das competências e capacidades operacionais” disse Brandtzæg. “Estou certo que Kallevik está preparado para assumir esta importante responsabilidade e que Silvio Porto liderará este importante projeto para realizar as melhorias ambientais que forem necessárias na Alunorte”, completou.

Eivind Kallevik foi diretor financeiro de Bauxita & Alumina no Brasil por dois anos antes de assumir a posição de diretor financeiro corporativo em 2013. Ele também liderou a área de negócios de B&A em 2016, interinamente.

O CEO da Hydro ainda destacou, em nota, que uma avaliação independente da Alunorte será feita por uma consultoria ambiental de renome internacional e anunciou medidas de suporte às comunidades afetadas. A previsão é que o relatório dessa equipe fique pronto na primeira semana de abril.

Relembre

O vazamento de rejeitos de um dos depósitos da Hydro aconteceu no dia 17 de fevereiro, após fortes chuvas que caíram no município de Barcarena. No dia 23, o Instituto Evandro Chagas divulgou um relatório que confirmou o transbordo do material e apontou a presença de materiais tóxicos na água, como chumbo, que comprometeria o uso para a população. A empresa passou a distribuir água potável para os moradores das comunidades afetadas.

Diante do fato, uma força-tarefa envolvendo Ministérios Público Federal e do Pará, além de secretarias estaduais e outros órgãos foi formada para analisar o caso.

Além de ter que reduzir em 50% a produção, a Hydro foi penalizada com multa de R$ 20 milhões e teve o Depósito de Rejeitos Sólidos n° 2 (DRS-2) e a tubulação de drenagem de efluentes da empresa embargados.

 

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