Exportações somaram US$ 54,4 bi e importações, US$ 40,4 bi; em março, superávit foi de US$ 6,3 bi.

O saldo comercial brasileiro foi de US$ 13,9 bilhões no primeiro trimestre, queda de 3,1% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados US$ 14,4 bilhões. Por outro lado, as exportações de janeiro a março foram de US$ 54,4 bilhões, crescimento de 11,3%, pela média diária. Já as importações foram de US$ 40,4 bilhões, 15,8% a mais, pela média diária, sobre o mesmo período anterior (US$ 36 bilhões).

Os dados foram divulgados em boletim pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira (2). O documento também apontou as exportações do mês de março, que atingiram US$ 20,1 bilhões, uma alta de 9,6% em relação ao mesmo mês de 2017, pela média diária.

As importações também apresentaram alta comparado a março do ano passado, de 16,9%, totalizando US$ 13,8 bilhões. O saldo comercial do mês fechou com superávit de US$ 6,3 bilhões, valor 12% inferior ao alcançado no mesmo período de 2017 (US$ 7,136 bilhões).

Para o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, o desempenho na balança no primeiro trimestre mostra um resultado positivo da economia brasileira. “Tivemos uma série de cinco trimestres consecutivos de crescimento. Março foi o oitavo mês seguido de aumento das importações de bens de capital, o que significa um interesse e uma disposição maior com investimentos produtivos no Brasil”, explicou.

A previsão é que, em 2018, a balança comercial brasileira tenha um superávit comercial na casa dos US$ 50 bilhões.

Março

O destaque do mês de março foi o crescimento das exportações de semimanufaturados (16,8%), básicos (8,4%) e manufaturados (8,3%). Entre os manufaturados, cresceram as vendas principalmente de óleos combustíveis (149,7%), suco de laranja não congelado (120,2%), tubos de ferro fundido (99,4%), tratores (68%), máquinas para terraplanagem (51,1%), aviões (39,3%), motores e geradores elétricos (33,8%), veículos de carga (28,9%), motores para veículos e partes (27,8%), autopeças (25,7%), óxidos e hidróxidos de alumínio (7,1%) e laminados planos (6,1%).

No grupo dos semimanufaturados, quando comparado com março do ano passado, aumentaram as vendas de zinco em bruto (95,5%), celulose (92,1%), ferro ligas (48,3%), madeira serrada (24,2%) e óleo de soja em bruto (13,3%).

 

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