Estudo foi feito por cinco agências globais e prevê que até 2030 somente 21% da produção de energia seja renovável.

Avanços reais podem ser identificados na área de expansão do acesso à eletricidade em países menos desenvolvidos e eficiência energética industrial. Foi o que apontou o novo Relatório de Progresso da Energia elaborado por cinco agências internacionais, divulgado na última quarta-feira (2).

De acordo com o portal Canal Energia, a partir de abordagens políticas corretas, os países podem ter acesso a energia limpa e melhorar a vida de milhões de pessoas.

Um bilhão de pessoas, ou 13% da população mundial, não tem acesso à eletricidade, de acordo com o relatório, sendo que 87% desse total vive em área rural. As regiões do mundo com maiores déficits de acesso se encontram na África Subsaariana e a Ásia Central e do Sul.

Apesar do número de pessoas que obtém acesso à energia estar em crescimento desde 2010, é necessário aumentar ainda mais esse dado para que seja possível cumprir as metas globais de energia para 2030. Se as tendências atuais continuarem, estima-se que 674 milhões de indivíduos ainda não tenham eletricidade.

A partir de 2015, o mundo obteve 17,5% de seu consumo total de energia final a partir de fontes renováveis, dos quais 9,6% representam formas modernas de energia renovável, como energia geotérmica, hidrelétrica, solar e eólica. O restante é o uso tradicional de biomassa, como lenha e carvão vegetal. Com base nas políticas atuais, espera-se que a parcela renovável atinja apenas 21% até 2030, com as renováveis modernas crescendo para 15%, ficando abaixo do aumento substancial exigido.

Ainda segundo o relatório, existem evidências crescentes do desacoplamento do crescimento econômico e uso de energia. O Produto Interno Bruto (PIB) global cresceu quase duas vezes mais rápido que o fornecimento de energia primária entre 2010 e 2015.

A melhoria na intensidade energética industrial, de 2,7% ao ano desde 2010, foi destaque no estudo, já que este é o maior setor consumidor de energia em geral. O progresso no setor de transportes foi mais moderado, especialmente para o transporte de cargas, e é um desafio particular para os países de alta renda. Em países de baixa e média renda, a intensidade energética do setor residencial vem aumentando desde 2010.

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, destacou que é essencial o setor de energia estar no centro para liderar esforços e tomar caminhos mais sustentáveis. “Há uma necessidade urgente de ação em todas as tecnologias, especialmente em energias renováveis e eficiência energética, que são essenciais para atingir três objetivos críticos – acesso à energia, mitigação do clima e menor poluição do ar”, disse.

Os resultados são baseados em dados oficiais de nível nacional e medem o progresso global até 2015 para energia renovável e eficiência energética, e 2016 para acesso a eletricidade e culinária limpa. O relatório é resultado de um trabalho conjunto da Agência Internacional de Energia (IEA), da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), da Divisão de Estatística das Nações Unidas (UNSD), do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com informações do Canal Energia

*Sob supervisão de Sara Lira

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