Exploração ilegal de manganês na Bahia gerou R$ 4,38 milhões

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Ação da ANM contra a exploração ilegal de manganês na Bahia. Foto: Divulgação.

Minério era comercializado para siderúrgicas de Minas Gerais.

Uma operação da Agência Nacional de Mineração na Bahia (ANM-BA) desmantelou um esquema de exploração ilegal de manganês próximo ao distrito de Santa Luzia, em Caetité, na Bahia. A ação foi executada no dia 4 de maio e, conforme informações do jornal O Correio, a atividade ilegal ocorria há pelo menos um ano. Dois garimpeiros foram detidos para interrogatório.

No total, chegaram a ser extraídos 2,2 mil toneladas de minério, que geraram em torno de R$ 4,38 milhões. O manganês extraído da Mina das Cobras era vendido para as siderúrgicas Eletroligas, em São Gotardo, e Fertiligas, em Sabará, ambas em Minas Gerais.

Todas as explorações de minério devem ser autorizadas pela ANM. Caso seja comprovado o crime de não ter pago o valor referente à Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), os responsáveis pela extração ilegal deverão pagar à União os R$ 4,38 milhões.

Após essa operação, a Agência irá elaborar um relatório que será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) e à Advocacia Geral da União (AGU).

“A operação consiste, agora, em localizar não apenas o extrator. Mas quem é a outra ponta do mercado? Quais são essas empresas que fomentam a lavra não autorizada?”, afirmou ao jornal O Correio, o chefe do Serviço de Fiscalização e do Aproveitamento Mineral da ANM-BA, Carlos Magno.

Em nota enviada ao jornal, o diretor da Eletroligas, Rogério Antunes, negou que tenha adquirido manganês da mina na cidade baiana. “Não recebemos nenhuma carga de Caetité. Tem mais de 20 anos que não negociamos com ninguém lá”, afirmou.

Com informações de O Correio.

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