Para Instituto Aço Brasil, suspensão é contraditória, pois a maioria dos países produtores de aço adotou medida de defesa comercial contra produtos siderúrgicos da China e da Rússia.

O Instituto Aço Brasil se manifestou contrário à decisão da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço (MDIC), de aprovar a imposição de tarifa compensatória de até US$ 425,22 por tonelada por cinco anos para esses produtos, mas adiar sua implementação por um ano.

De acordo com nota divulgada pela entidade representativa do setor siderúrgico, a iniciativa é contraditória, uma vez que a maioria dos países produtores de aço adotou medida de defesa comercial contra produtos siderúrgicos da China e da Rússia, por meio de mecanismos para defender suas indústrias.

A decisão foi tomada em reunião extraordinária realizada na segunda-feira pelo Conselho da Camex, quando foram aprovadas a aplicação de medidas compensatórias, por até 5 anos, às importações brasileiras de laminados planos da China, e suspender a medida, “em razão de interesse público”. “Na prática, isso significa dizer que as importações do referido produto não serão objeto de pagamento de direitos compensatórios”, informou o MDIC, por meio de nota.

No entanto, para o Aço Brasil, “a sinalização que o Brasil passa para o resto do mundo é a de que empresas de outros países, com práticas desleais de comércio, poderão continuar a enviar seus produtos para o Brasil, sem que haja restrições ou penalizações”.

A entidade ainda citou que outros agravantes pioram a situação, como medidas adotadas por vários países para proteger seus mercados e empregos, devido ao excedente de capacidade de produção de aço na casa dos 600 milhões de toneladas.

“Suspender neste momento a aplicação de medidas antidumping e compensatórias, sob pretenso interesse público, é um claro chamariz ao desvio de comércio para o nosso mercado, já que as portas de outros países estão se fechando”, concluiu o Instituto.

 

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