Usinas cogitam novo aumento nos preços de aços planos, diz Inda

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Foto: Divulgação / CSN.

Novo aumento pode ocorrer entre junho e julho. Preços já subiram de 50% a 52% somente em 2021.

As siderúrgicas produtoras de aços planos do Brasil estão avaliando um novo reajuste de preços do material para distribuidores entre junho e julho, embora a cadeia já esteja encontrando dificuldades para repassar os últimos aumentos, afirmou nesta terça-feira (18) o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, que representa os comercializadores.

“Algumas usinas estão falando de maneira muito firme sobre novo aumento, como a CSN, as outras usinas estão estudando”, disse Loureiro em apresentação a jornalistas. “A CSN está falando entre 5% e 10% (de reajuste)”, acrescentou, comentando que o aumento pode ser dividido entre junho e julho.

Segundo ele, em maio, os preços de aços planos vendidos aos distribuidores subiram entre 10% e 18%, acumulando desde o início do ano aumentos de 50% a 52%.

“Os aumentos de maio foram totalmente implantados pelas usinas. Mas já está sendo bastante difícil para a rede (de distribuidores) repassar o aumento (aos clientes)”, disse Loureiro.

Ele afirmou ainda que a diferença de preços entre o material importado e o nacional, o chamado “prêmio”, está na ordem de 5% a 6%, apesar dos sucessivos reajustes das usinas nos últimos meses, diante da continuidade da alta nos preços do aço nos mercados internacionais.

Em abril, os distribuidores tiveram alta de 5,4% nas vendas em relação a março, enquanto na comparação com um ano antes, quando o mercado estava paralisado pela primeira onda da pandemia, houve incremento 106,7%. A expectativa para maio é de queda de 5% nas vendas ante abril.

O setor fechou abril com estoque de 713,2 mil toneladas de aço plano, praticamente estável sobre o mês anterior. O volume é equivalente 2,1 meses de vendas, abaixo do considerado como ideal pelo Inda, de 2,5 meses.