Buritirama fecha contrato de 10 anos com a chinesa MinMetals

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Planta da Buritirama Mineração em Marabá no Pará - Foto: Divulgação / Buritirama.

Mineradora de manganês vai receber pré-pagamento de US$ 400 milhões em acordo de exportação de 1,5 milhão de toneladas por ano.

A Buritirama Mineração, maior produtora de manganês da América Latina, com a maior parte das operações no município de Marabá, no Pará, fechou nesta terça-feira (08/06) contrato bilionário com a gigante China MinMetals Corporation para exportação do mineral ao mercado chinês. O acionista controlador da empresa, João Araújo, informou que o contrato assinado é de 10 anos.

Pelo contrato, a empresa brasileira vai receber um pré-pagamento de US$ 400 milhões, ao longo de um ano. A Buritirama tem o compromisso de embarcar anualmente 1,5 milhão de toneladas de manganês grau metalúrgico, usado principalmente na fabricação de aço.

Segundo Araújo, a operação é muito significativa para a empresa. “Ela traz segurança para nosso negócio, permite fazer novos investimentos, geração de empregos, e equilíbrio para nossa estrutura de financiamento, com participação de clientes e não somente de bancos”, disse.

A MinMetals é uma das maiores empresas que operam commodities minerais e metálicas da China, com faturamento anual da ordem de US$ 110 bilhões. Está presente em dezenas de países e em várias regiões do mundo, tendo oito empresas listadas em bolsa. Fundada em 1950, tem a sede localizada em Pequim e atua em seis áreas: metais não ferrosos, minério de ferro e aço, mineração de ferro, finanças, imobiliário e ciência e tecnologia.

De acordo com o empresário, o contrato de antecipação de exportações firmado com a companhia chinesa é um dos maiores de uma empresa de mineração do país. “Para a Buritirama propicia uma nova plataforma de investimentos, além de um mix, entre instituições financeiras e clientes, no financiamento do negócio”, ressaltou.

Localizada a 140 quilômetros da cidade de Marabá, a mina da Buritirama tem capacidade atual de produção de 2,5 milhões de toneladas de manganês por ano, informou Araújo. A empresa faz o tipo metalúrgico, com 44% de manganês contido no produto comercializado – esse percentual é considerado “premium” no mercado do mineral -, e também o bióxido de manganês, para aplicações na agricultura.

O empresário disse que o plano é elevar a capacidade de produção a 3 milhões de toneladas em alguns anos. Ele não revelou o montante de investimentos que será necessário para a expansão.

A Buritirama exporta cerca de 90% da produção – além da China, vende para o Japão, Coreia do Sul, Índia e outros países da Ásia. Fornece também para a Europa e países das Américas, incluindo o Brasil. “Somos o principal fornecedor do mercado brasileiro”.

No Brasil, além da Buritirama, outro grande produtor de manganês é a Vale, mas esse negócio não tem mais relevância para a mineradora, que está focada em minério de ferro, cobre e níquel.

No ano passado, devido ao impacto da pandemia de covid-19, que foi forte na região Norte, a Buritirama produziu 1 milhão de toneladas de manganês – 50% da sua capacidade instalada. “Tivemos de nos ajustar aos protocolos de proteção dos empregados”, afirma o empresário. Para este ano, diz ele, o volume previsto é de 2 milhões de toneladas.

 

Com informações do Valor Econômico.

 

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