Presidente da Vale tem 2º maior salário entre 90 CEOs de empresas da Bolsa

Diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo - Foto: Ben Hider / Divulgação.

Eduardo Bartolomeo recebeu R$ 55 milhões de remuneração no ano passado, segundo levantamento.

A remuneração anual de todos os 90 CEOs das empresas que compõem o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, superou a marca de R$ 1,1 bilhão em 2021, o que significa um salário médio mensal de mais de R$ 1 milhão por executivo. Mesmo com a pandemia e o crescimento lento da economia, a remuneração de quem ocupa os principais cargos das companhias brasileiras cresceu 30%, em média, em relação ao ano anterior.

No topo da lista está o ex-presidente do banco espanhol Santander no Brasil, Sergio Rial, que embolsou R$ 59 milhões no ano passado. Na sequência está o principal executivo da Vale, Eduardo Bartolomeo, que recebeu R$ 55 milhões em 2021.

Os ganhos dos executivos é alvo de discussão não apenas no Brasil, mas no mundo todo. Recentemente, a gigante do e-commerce Amazon foi questionada pela remuneração de Andy Jassy, seu CEO, que recebeu, sozinho, R$ 1,1 bilhão em um ano.

O levantamento dos ganhos foi feito a partir da documentação pública sobre remuneração que as empresas listadas têm de entregar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), tendo sido tabulados por Renato Chaves, especialista em governança corporativa. Os dados não informam o nome do executivo que recebe o maior salário, mas, no geral, o CEO tem a maior remuneração.

No Brasil, a regulação exige a divulgação dos salários dos executivos das empresas de capital aberto desde 2019. A regra, na época, foi alvo de muitas reclamações das empresas, que diziam temer pela segurança dos executivos.

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Os dados mostram que, dos supersalários pagos pelas 90 empresas do Ibovespa, R$ 400 milhões, ou 30% do total, estão nas mãos de apenas dez executivos. Na sequência, após Sérgio Rial (R$ 59 mi) e Eduardo Bartolomeo (R$ 55 mi), está Milton Maluhy, do Itaú Unibanco, que recebeu R$ 53 milhões no ano passado. Logo depois vêm Pedro Zinner, que preside a Eneva (R$ 52,7 milhões), e Gilberto Tomazoni, da JBS, que ganhou R$ 52,6 milhões no ano passado.

Em relação ao salto de 30% na remuneração de altos executivos de um ano para o outro, a principal explicação das empresas se refere ao fato que, em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19, muitos dos salários não sofreram reajuste algum – e que o ano passado foi o momento de compensar parte dessas perdas.

 

Por Estadão Conteúdo.

 

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