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Bamin oficializa início das obras do Lote 1F da FIOL na Bahia

Eduardo Ledsham, CEO da Bamin, cumprimenta ministro Rui Costa
Eduardo Ledsham, CEO da Bamin, cumprimenta ministro Rui Costa - Foto: Divulgação/Bamin.

FIOL 1 terá um total de 537 quilômetros de extensão, passando por 19 municípios, com previsão de conclusão em 2027.

O presidente da Bamin, Eduardo Ledsham e o CEO Global da ERG, Benedikt Sobotka, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de outras autoridades, inauguraram nesta segunda-feira (03/07), em Ilhéus (BA), o início das obras do Lote 1F da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL 1).

O evento marca a construção de um corredor logístico para o Estado da Bahia, impulsionando não só a mineração, mas também outros setores, como o agronegócio.

Na ocasião, a companhia assinou um Memorando de Entendimento com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), com o Banco do Nordeste, com a CREC-10 e com a Sinosteel.

Ligando as cidades baianas de Caetité e Ilhéus, a FIOL 1 terá um total de 537 quilômetros de extensão, passando por 19 municípios, com previsão de conclusão e operação a partir de 2027.

O Lote 1F, por onde começam as obras, possui 127 quilômetros de extensão, ao longo de Ilhéus, Uruçuca, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Aurelino Leal e Aiquara. As obras no Lote 1F têm previsão de durar 36 meses.

“Quando estiver em operação, a FIOL 1 irá entregar uma importante solução logística e de conexão Oeste-Leste na Bahia, sendo o elo fundamental dentro do projeto integrado conduzido pela Bamin no estado, do qual também fazem parte a Mina Pedra de Ferro, em operação na cidade de Caetité, e o terminal de águas profundas Porto Sul, em construção na costa de Ilhéus”, informa a empresa.

A Bamin está investindo cerca de R$ 20 bilhões nos três projetos integrados, no interior da Bahia, que incluem expansão da mina, ferrovia e o porto.

“A Bamin está comprometida com um futuro sustentável e integrado. Trabalhamos para tornar realidade, até 2027, a operação de um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil, com um grande corredor logístico de escoamento e exportação, que impulsiona o desenvolvimento socioeconômico, sobretudo, através dos setores da mineração e do agronegócio”, afirma Benedikt Sobotka, CEO da ERG.

A FIOL 1 terá capacidade para movimentar 60 milhões de toneladas de carga por ano. A Bamin utilizará 40% desse potencial no transporte do minério produzido pela Mina Pedra de Ferro, disponibilizando o restante do volume potencial para o escoamento da produção de outras mineradoras, do agronegócio e demais segmentos industriais do estado.

“Há muitos projetos importantes aguardando a infraestrutura necessária para atender as demandas de mercado e ampliar o resultado das operações. Isso será possível porque estamos construindo, aqui na Bahia, as soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis. Acima de tudo, iremos entregar um corredor de oportunidades para alavancar a economia dos municípios e a qualidade de vida da população no interior da Bahia”, detalha Eduardo Ledsham, CEO da Bamin.

Segundo a companhia, além do foco em segurança e eficiência operacional e energética, o projeto integrado é conduzido sob o compromisso de contribuir de maneira efetiva para o desenvolvimento sustentável das regiões onde atua. “A empresa prioriza a responsabilidade de construir um legado positivo para as comunidades que habitam esses territórios”, ressalta a empresa.

“Quando ferrovia e porto estiverem concluídos, em 2027, esse corredor irá representar um novo vetor de desenvolvimento econômico para diversos setores produtivos, com efeitos positivos para as comunidades. A Bahia ocupará uma nova e importante dimensão na economia nacional porque o projeto está comprometido com a criação de oportunidades para os produtores regionais e o incremento das cadeias produtivas que estão instaladas ao longo do percurso da FIOL 1”, analisa Sérgio Leite, CEO de Ferrovia da Bamin.

Obras

As obras do LOTE 1F receberão R$ 1,1 bilhão em investimentos e serão executadas pelo Consórcio TCR-10, formado pela empresa brasileira Tiisa e pela chinesa CREC-10. O consórcio será responsável pela realização do serviço de construção e obras, infraestrutura e superestrutura ferroviárias, sob o prazo de 36 meses.

Neste período, a previsão é de que sejam gerados cerca de 1.200 postos de trabalho, com contratações graduais, à medida em que as obras avancem nos municípios que compõem o Lote 1F.

A Bamin formalizou o anúncio do consórcio vencedor no dia 4 de abril, em cerimônia na sede da Governadoria, no Centro Administrativo, em Salvador, com a presença do vice-governador Geraldo Júnior. A ordem de serviço para o início das obras do Lote 1F foi assinada também no mês de abril.

A CREC-10 é uma das maiores construtoras de ferrovias do mundo, e já atua em obras de projetos robustos no Brasil. A Tiisa é uma empresa brasileira do ramo da construção civil, que atua no setor da infraestrutura, focada nos segmentos de transporte metroferroviário, saneamento básico e aeroportos.

Já a Bamin é subsidiária da Eurasian Resources Group (ERG), um dos maiores grupos de mineração e metais diversificados do mundo. Presente em 16 países, é o maior operador de transportes da Ásia Central e proprietária da companhia de logística SABOT, na África Austral e Central.

Concessão

O contrato para a construção dos 537 quilômetros de extensão da FIOL I, foi assinado em setembro de 2021 com o Ministério da Infraestrutura, do Governo Federal. A subconcessão da Bamin tem a duração de 35 anos, sendo cinco para construção e 30 anos para operação.

A ferrovia oeste-leste foi planejada, nacionalmente, em três etapas. A Bamin arrematou o Trecho 1, entre Caetité e Ilhéus, durante leilão realizado no mês de abril de 2021.

A antiga Valec, agora INFRA S.A., executou cerca de 70% da obra da FIOL 1, ficando sob a responsabilidade da Bamin a conclusão dos 30% restantes. Os trechos 2 e 3 da FIOL estão sob administração do Governo Federal.

Mina Pedra de Ferro

A implantação do corredor logístico que interliga Caetité (Mina) a Ilhéus (Porto) permitirá que a Bamin amplie a sua produção de 1 milhão de toneladas de minério de ferro atuais para 26 milhões de toneladas a partir de 2027, na Mina Pedra de Ferro.

Segundo a empresa, este resultado deverá consolidar o estado da Bahia como terceiro maior produtor de minério de ferro do Brasil.

De acordo com a mineradora, o produto oferecido ao mercado internacional é de alta qualidade, avaliado em 2002 com o teor de ferro de 65,5% – 66%, o que o classifica na categoria premium, atendendo ao compromisso da descarbonização em escala mundial.

O minério premium, na siderurgia, exige o uso de uma quantidade menor de carvão, emitindo menos CO2 no processo.

Porto Sul

O Porto Sul, na costa de Ilhéus, é um terminal marítimo de águas profundas, que poderá receber navios com capacidade de até 250 mil toneladas. Com operação prevista para 2027, o empreendimento é projetado para movimentar até 42 milhões de toneladas anuais.

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