Equipe retirando amostras de minério para testes de processamento - Foto: Divulgação

Com investimento de aproximadamente U$ 237 milhões, desde a pesquisa mineral até a construção da primeira fase do projeto, a mineradora espera iniciar operação em 2020.

A Mineração Serra Verde (MSV) deve receber a Licença Prévia (LP) nas próximas semanas para o projeto de exploração de terras raras de classe média em Minaçu, Goiás. O documento que tem caráter “locacional” confirmará que a região em que o projeto será instalado tem condições sócio ambientais de receber o empreendimento.

“Como já realizamos a audiência pública, na qual todas as lideranças políticas e sociais da região, além de um público de mais de 5 mil pessoas, mostraram maciço apoio ao projeto, estamos no aguardo de obter essa licença nas próximas semanas”, informou o CEO-Presidente da empresa, Luciano de Freitas Borges, nesta manhã (01/06), ao Portal da Revista Mineração.

A Mineração Serra Verde, parte do grupo Mining Ventures Brasil, foi fundada e é controlada, majoritariamente, pela Denham Capital Management LP, um fundo de investimentos americano com foco em recursos naturais e energia e, minoritariamente, pela Arsago Mining Capital (BVI) Ltd., um fundo de investimentos suíço com foco em recursos naturais e imobiliário. Criada em 2010, o projeto já recebeu mais U$ 67 milhões em investimentos somente na fase de pesquisa mineral.

Além da Licença Prévia, a MSV espera conseguir, até meados de 2018, a Licença de Instalação (LI), que autoriza a construção do projeto. Uma vez obtida a LI, a empresa deverá investir no projeto de engenharia de detalhe e no detalhamento dos programas ambientais. Já a última fase de licenciamento, com a Licença de Operação (LO), deve ocorrer após a construção da mina, em conformidade à LI. “Se tudo correr conforme nosso planejamento, deveremos entrar em produção no primeiro trimestre de 2020”, comentou o Ceo.

Estão previstos investimentos na ordem de U$ 170 milhões, um valor inicial utilizado na construção da primeira fase do projeto.

Durante a fase de implantação, o projeto deve gerar mais de 1 mil empregos diretos e aproximadamente 3 mil empregos indiretos. Já durante a operação, serão empregados 800 diretos e cerca de 1.600 indiretos.

Em funcionamento, a expectativa da empresa é atingir uma produção de 10 mil toneladas de (TREO equivalente, contida no concentrado). A primeira fase, programada para oito anos, a partir do início da produção, deverá iniciar com 5 mil toneladas/ano. Segundo Borges, o projeto está sendo elaborado com flexibilidade que permitirá expansões rápidas. “É importante salientar que, embora programado para duas fases, o design do projeto é modular, assegurando um grau de flexibilidade suficiente para permitir expansões relativamente rápidas e a baixo custo, em resposta a eventuais oportunidades decorrentes de variações de mercado”, explica.

 

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